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O
historiador holandês Gaspar Barleus foi um dos primeiros
cronistas do Brasil. O seu livro de 340 páginas, 56 ilustrações,
cujo prefácio é datado
em 20 de abril de 1647,
foi lançado em Amsterdan, com um longo título em
latim. É uma obra-prima gráfica encomendada pelo
conde Maurício de Nassau para mostrar aos poderosos e
influentes
da Europa os resultados de seu governo no enclave
holandês em Pernambuco.
Apesar
do caráter laudatório a Nassau, o livro é um
importante documento da histografia brasileira e um raríssimo
exemplar trazido ao Brasil em 1808 por D.João VI, faz
parte do acervo da Fundação Biblioteca Nacional.
A página de rosto contém uma notável ilustração
colorida e um retrato de Nassau, assinados por Theodor Matham,
além de gravuras em papel especial, das quais 24 são
mapas de George Marcgrav, um dos autores
do livro A história
natural do Brasil a única do assunto disponível
até o século 19.
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Doutor em medicina na França, professor de filosofia e retórica,
poeta, amigo de Spínoza, Rembrandt, Grotius e outros eruditos de
seu tempo, Barleus, que nunca esteve no Brasil,
foi
um dos grandes humanistas
do século 17. Natural da Antuérpia (1584) e falecido em 1648,
ele é o mais categorizado escritor do período holandês.
Sua obra farta na descrição da agricultura pernambucana,
foi a mais suntuosa publicada na época na Holanda.
“Viam-se
arribar ao Brasil ou dele partir tantas
e tão grandes
naus de carga e guerra que poderia crer ser ele o empório
do mundo inteiro”,
escreveu Barleus antevendo com quatro
séculos
de antecedência a posição
que o setor agrícola
do país ocupa hoje. O nome
da Editora Barleus, registrado nos órgãos competentes,
que se destaca por livros da história da agricultura, é uma
homenagem a ele também chamado
Barléu, nomes aportuguesados
do original latino Caspar van Baele.
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